Novas regras de privacidade do Google entram em vigor hoje em meio à polêmica

O Google estreia hoje suas novas regras de privacidade. Com o novo regulamento, um único documento valerá para mais de 60 serviços da empresa. Antes, cada um dos serviços possuía uma regra própria. O objetivo do Google é simplificar o entendimento delas e evitar problemas judiciais.

O Google pretende ainda, com a nova política, ter mais liberdade para compartilhar os dados dos usuários entre seus serviços. Assim, dados do Gmail poderão ser acessados pelo Google+, ampliando a correlação entre eles.

Apesar de tornar mais simples a vida do usuário, a nova regra também torna mais exposta as informações pessoais, o que despertou protestos de entidades que defendem a privacidade na web.

A agência de regulamentação de dados da França anunciou que irá investigar as novas normas de privacidade da empresa. Para o órgão, elas podem não ser compatíveis com as leis europeias de proteção à privacidade pessoal.

Em carta ao Google, a Comission Nationale de La`Informatique e des Libertés (CNIL) informou que conduziria o inquérito em cooperação com outras agências regulatórias europeias, e que enviaria uma lista de perguntas ao grupo norte-americano de internet. A agência também pedia o adiamento da mudança, o que não foi atendido pelo Google.

De acordo com uma pesquisa da ONG YouGov for Big Brother Watch, que monitora a transparência das empresas e defende a privacidade dos usuários, apenas 12% dos usuários britânicos do Google se deram ao trabalho de ler o novo documento.  Outros 47% afirmaram desconhecer as mudanças que estão sendo feitas.

 Como controlar suas informações

Apesar do desconhecimento, o usuário pode manter o controle sobre suas informações. Uma forma de fazê-lo é a partir do Painel de Controle da empresa. Segundo a empresa, o painel foi desenvolvido justamente para oferecer transparência para seus usuários.

Outra forma, é desabilitar o seu histórico de pesquisas no serviço na página Web History.

Apesar dessas opções, algumas informações ainda permanecem armazenadas, para caso de solicitação judicial.

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